sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Qual o segredo?




Pensar, é o que eu tenho feito ultimamente. Dúvidas e perguntas sem sentido também estão sempre presentes em minha mente.
Mas, o assunto mais recente, que tem virado meu mundo de cabeça para baixo é: A felicidade. Não só ela em si, como também o reconhecimento dela.
Porque perco tempo com mágoas, preocupações desnecessárias, palavras negativas e ciúmes sem fundamento? Me deixo levar muito pela imaginação, sem nunca deixar de ser racional. O que me faz arquitetar quebra-cabeças inexistentes.
Uma vez, li em um livro muito conhecido, um trecho que dizia: "Alegrias violentas, tem fins violentos". Somente essa parte me chamou a atenção. Talvez pelo fato deste pequeno trecho estar muito presente em minha vida cotidiana. Quando não estou morrendo de felicidade, estou aos prantos,  dizendo que vou me atirar da ponte. Entendo que, se estou feliz, as coisas estão nada mais, nada menos do que certas, mas quando estou triste ou irritada, sinto como se o mundo fosse acabar. Segundo minha mãe, isso faz parte da adolescência, mas como sempre, palavra de mãe não conta, prefiro acreditar que tem algo errado comigo.
Me apego nos detalhes, sofro com antecedência. Lamento por mim mesma. Perco tempo. Há tantas coisas boas acontecendo. Um exemplo são as minhas notas, que finalmente estão começando a subir.Como diz minha professora de biologia: " Passei o ano inteiro levando tudo nas coxa", agora estou correndo atrás do prejuízo. Outro exemplo, que simplesmente me fez chorar de alegria, foi um e-mail que recebi de um escritor que admiro muito, onde ele me dá apoio e elogia os meus textos. Fiquei encantada, comecei a gritar, pular, vibrar, como não fazia há muito tempo.
Essa onda de alegria me fez acordar, percebi que fico o tempo todo obcecada com a ideia de fazer tudo certo, na hora certa e simplesmente não vivo. Tá ok, viver eu vivo, mas me refiro a parte intensa da "coisa". Acordar tarde em um sábado, me desafiar a olhar um filme de terror, mesmo sabendo que não vou conseguir dormir a noite, comer e não me sentir culpada, passar um tempo de qualidade com a família e dar boas gargalhadas, sair com os amigos, perder a vergonha, voltar a cantar no chuveiro e pelos corredores da escola, ser mais ousada. São o tipo de coisas que me fazem feliz.
Enfim, é final de ano!!!! Assim que as provas finais acabarem, vou relaxar, curtir as férias, me jogar na alegria. Acredito que não existe segredo, mas sim, várias ações cotidianas, que nos fazem chegar a felicidade.

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