quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Insatisfeita.



Sentimentos que confundem e complicam a minha mente não são novidade, especialmente para quem acompanha o meu blog. Mas, descobri algo novo, um sentimento antigo que finalmente consegui nomear.
Insatisfação: é o que eu sinto, não preenchida, não realizada, frustrada. Aquela sensação de que falta algo ou simplesmente não falta, mas algo abstrato me faz não conseguir alcançar meus objetivos.
Após um ano inteiro de esforços diários para vencer, temas, trabalhos e provas, eu peguei adicionais ( uma prova final com todo conteúdo do ano, em que tenho que tirar média 5 para passar para a próxima série).
Não há duvidas de que irei conseguir, mas há a frustração por não ter conseguido em primeira instancia. Frustração por não ter me esforçado o suficiente no inicio e mais uma promessa de maiores esforços para o ano seguinte, que por causa da minha provável imaturidade, não será cumprida.
Também há aquela sensação de não ser boa o suficiente, nada basta, nada serve. Qualquer coisa incomoda, o desespero bate. Quero um colo para me aninhar e lamentar pela minha falta de responsabilidade e ao mesmo tempo não me sinto confortável em admitir que errei, que fui burra. Não por não compreender a matéria, mas por ter desperdiçado meu tempo livre dormindo ao invés de abrir um livro e fazer uma boa leitura.
O medo de repetir os mesmos erros, ano após ano, até concluir os estudos me assombra. Espero que o "boom" da maturidade me atinja até lá. A insatisfação pode se transformar em motivação. Motivação para mudar, para estudar, para aprender. 
Resumidamente, é assim que o ciclo de um ano inteiro de aprendizado termina, com a insatisfação, o disperdicio de tempo e a energia depositada na direção errada.

2 comentários:

  1. Minha cara, sabe qual foi a primeira lembrança que me veio à mente ao ler sobre a tua insatisfação? A de que os meus amigos que estão em melhores condições nas suas vidas atualmente são justamente aqueles que não tiravam boas notas nos tempos de Ensino Médio (que no meu tempo também foi chamado de 2º grau). É claro que alguns dos estudiosos também obtiveram êxito, mas o que quero dizer é que não é o fim do mundo passar por algum aperto nessa fase. Pelo contrário, tome isso como uma lição de crescimento para o próximo ano.

    Quanto à maturidade, vou deixar pra ti uma frase que minha avó sempre repete, e olha que em matéria de amadurecimento creio que ela já tenha pós-doutorado: "com o andar da carroça, as melancias se ajeitam". É simples, é fácil, é direta. Dê tempo ao tempo que tudo se resolve. Acalmar o coração é sempre boa pedida.

    Beijo!

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    1. Bah, Carol e Antônio... Com esse post e com o comentário eu literalmente viajei e voltei no tempo!!!! Concordo com o que o Antônio disse e respeito tua insatisfação, Carolina, mas o que fazer? A vida realmente é assim, uma caixa de surpresas. Não compreendemos o propósito divino que ELE tem para nós ainda, mas o fato é que Deus não escolhe os capacitados, só capacita os escolhidos! Por falar em capacidade, Antônio obrigada pela presença e pelas palavras na nossa feira do livro...pelo visto "ecoaram" e incentivaram talentos como o da Carol, que finalmente "saiu das gavetas". Parabéns pelo blog! A menina da mala vermelha tem tudo para ganhar o mundo! Beijocas, Edi. edilaine.nh@gmail.com

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