quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O vício tecnológico



Quantas vezes, por dia tocamos nosso telefone, nem que seja para ver as horas ou até mesmo conferir se há algo novo? A droga do vicio da tecnologia. Antigamente os pais reclamavam dos filhos que passavam horas em redes sociais e web sites, mas agora são os mesmos que se transformaram em usuários vorazes da rede tecnológica. Afinal, quem não se interessaria por um meio de comunicação mais rápido que as próprias ligações cerebrais? Eficiência, caros leitores. É disso que estamos falando!
A cada minuto, pesquisadores, vão atrás das necessidades da população, procurando empecilhos, coisas que elas não gostam que poderiam ser facilitadas. E no mesmo instante, técnicos criam um aplicativo para que sua necessidade, seja suprida. Que sua vida, seja facilitada.
E o que ganhamos com isso? Rapidez, agilidade e mais uma vez a magnifica eficiência. Mas, infelizmente, deixamos escapar os detalhes. As coisas boas e ricas da vida.
Eu apoio veemente o tempo de qualidade com a família. Não digo ir na missa todos os domingos, ou ir a um passeio. Tempo de qualidade, com conversa. Pode ser no quarto mesmo. Trocando ideias, contando sobre o dia, expondo sentimentos... Tudo se tornou muito banal, até mesmo o contato entre pais e filhos, que utilizam o whatsapp até para decidirem qual será o jantar.
E as caminhadas ao ar livre? Estamos tão ocupados com celulares, que acreditamos mais fácil  se exercitar em esteiras presos em academias, pois lá, há equilíbrio o suficiente para se manter conectado sem cair no chão.
Eu mesma, sou um efeito colateral do uso da tecnologia, após ter meu celular danificado, perdi o rumo. Tateio meus bolsos a procura de novidades e tudo o que encontro é um mini tijolo, que só serve para comunicação essencial. Por um momento, fiquei com medo, logo após, me questionei o porque. Ao ir na escola, descobri. Tudo é decidido, antes mesmo de acontecer, dentro de caixinhas que quase possuem vida. Isso me torna: Uma excluída, tecnologicamente falando, da sociedade.
Após perceber, que este fato, não me importa tanto.. Notei outras coisas, por exemplo: Física  não é tão difícil quanto parece. Ler livros estimulam a imaginação e até mesmo o bom humor; Pessoas são mais interessantes que as redes sociais que nos conectam. E digitar é tão cansativo quanto escrever. É tudo uma questão de hábito. Sem meu celular, meu tempo livre e minha mente, ganharam uma liberdade temporária que pretendo cultivar e prolongar por muito tempo!

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

MAIS DE 1 ANO!

O titulo dá o recado por si! Sim! Um ano.Cheio de inseguranças, ousadias e até mesmo orgulho. Insegurança por querer agradar aos leitores. Afinal, que não gosta de ter seu trabalho aprovado? Ousadia por expor pensamentos, ideias, não ter medo do julgamento. E orgulho por que alguém em algum lugar se deu ao trabalho de ler, ao menos um ou até mesmo dois posts do blog... Isso significa algo muito bom.
Ando meio, muito, super preocupada. Mais uma vez estou com a corda no pescoço. Acho que a escola nunca foi meu forte. Sendo assim transponho todas as minhas energias em não reprovar.
Também tenho aproveitado meu tempo livre em outras atividades... Mais pessoais. Tenho trabalhado minhas dificuldades e como consequência superando conflitos internos. Mais um motivo para me orgulhar. Tempo de qualidade virou meu hobby, aproveitar ele.
E por essas e outras razões, me ausento por um maior espaço de tempo, mas em nenhum momento perdi o gosto por escrever!

#Comemorando

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Saudável



Quantas vezes paramos para observar o mundo a nossa volta? Para apreciar o momento? É inquietante se dar conta do quanto nos entregamos a nossa rotina. Perdemos a cabeça, cumprimos horários e acabamos esquecendo de nossas prioridades.
Uma delas? Saúde! Física e Mental e especialmente: Espiritual. Tenho fortes lembranças de meu ensino fundamental, onde minha professora de Educação Física se esforçava horrores para ser levada a sério. Ela dava essa matéria - Saúde Física e Mental -  na época, possuía até caderno para ela, mas não havia provas, era só o aprendizado e  não imaginava o quanto isso ia ser importante. Para os que lembram, ela priorizava exercícios físicos, relaxamento, aquecimento, reflexões... Coisas que no nosso dia dia fazem tanta falta que acabamos pedindo socorro a médicos que nos enchem de remédios, quando na verdade, tudo o que precisávamos ter feito era seguir os conselhos de uma boa professora.
De qualquer forma, tenho tido experiencias novas. Achava que as pessoas más na escola, eram passageiras e que não haveria nada pior, Mas mais uma vez me enganei. Pior do que um adolescente com más intenções na escola é um adolescente com más intenções no trabalho, um lugar onde não se pode xingar, ou até mesmo reclamar. Em que não se pode fazer nada além do que cumprir as tarefas que lhe são designadas. 
Cheguei a um ponto em que chorava a cada palavra negativa, onde me considerava alguém que não fosse digno de amor. Acabava agredindo as pessoas que eu mais amava, sem nem ao menos entender o porque. Foi então que uma decisão foi tomada; Resolvi recuperar minha saúde.
Primeiro passo: Auto-estima. Segundo passo: Exercício Físico - esse não agrada a maioria das pessoas, nem a mim, por isso o faço ao ar livre. Vejo pessoas, realidades, obtenho um tempo de reflexão e ainda por cima gasto umas calorias. Terceiro passo: Valorizar as pessoas, incluindo a mim mesma. Quarto passo: Ser forte - Muitas vezes é difícil acreditar na quantidade de pessoas que querem te afetar pelo simples fato de tu ser feliz - tu pode estar quieta, não dizer uma palavra sequer e eles ainda vão encontrar um jeito de te machucar. E se tu chorar? Eles vão ter prazer ao ver tuas lágrimas. Lidar com esse tipo de pessoa é complicado, e é ai que devemos encontrar algo ou alguém que nos faça forte, nos transmita segurança, nos apoie.
Ainda não descobri o quinto passo para ser 100% saudável, mas espero um dia chegar lá. Porém, devo admitir que estou contente por ter recuperado a minha vontade de dançar no meio da rua, de cantar no chuveiro, de rir a toa, de sair e de me olhar no espelho e encontrar uma guria linda e digna de amor, recuperei meu jeito louca e faceira ... E acredito que é assim que tem que ser!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O esquecimento




Dias longos e pesados acompanhados de noites curtas, onde não há nem mesmo tempo de repor as energias. Esqueço de pessoas, esqueço de detalhes, esqueço até de mim mesma. Tempo, tempo, tempo, onde é que você foi parar?
Problemas surgem sem ter nem um porque, sem razão e muito menos solução. Cheguei a um ponto em que crio - inclusive - problemas inexistentes. Discussões desnecessárias... Simplesmente perdi a razão. Isso ta pior que novela mexicana..
 Mas o que notei recentemente e é até chocante é o quanto o esquecimento de um pequeno detalhe pode alterar toda a realidade. Uma pequena identificação errada pode levar a um grande constrangimento. O esquecimento de um rosto familiar, pode nos levar a um arrependimento que nunca será superado.

Com a rotina agitada e o tempo esgotado, acabamos nos deparando com o esquecimento, aquele velho amigo. Nossa memória enfraquece, precisamos recorrer a alarmes no celular e lembretes espalhados em todos os lugares. Sem contar ao final do dia, quando dizemos: “Puts” Esqueci disso...” Afinal, quem nunca?
Sinto como se as férias fossem mais do que necessárias. Aquele descanso merecido.
 E a cada dia, imploro cada vez mais:  Onde está o botão de desligar do meu cérebro? Acho que esqueci!

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Metáforas




Em uma breve leitura de um livro chamado: "O mundo de Sofia" , fui pega de surpresa. A pergunta que fiz a mim mesma, durante todo esse tempo, estava escancarada no livro. A resposta não estava exatamente ali, mas em meu subconsciente, buscando somente um empurrãozinho para ser despejada.  
Quem sou eu? Afinal, quando vamos nos referir a alguém, utilizamos características físicas para descreve-las. Quando nos observamos no espelho, vemos nosso reflexo, mas não o nosso eu. Onde buscar a personalidade? O meu eu interior? A resposta é nada mais nada mesmo do que: Metáforas.
Sim, descobri que metáforas são ótimas. Eu poderia ser uma ameba, me moldo a cada situação. Ou um coração de vidro, que precisa de cuidados e delicadeza ou do contrário irá se quebrar em vários pedacinhos. Poderia também ser uma granada, afinal, explosão é quase o meu segundo nome. Mas em meio a tantas opções... decidi ser uma arvore!
Porque uma arvore? Bem, antes de qualquer coisa, preciso de bastante espaço. Minhas raízes, seriam como conexões cerebrais e a terra seriam os meus objetivos. Meus galhos são grandes e fortes, devem ser podados de tempos em tempos para não causar transtornos, mas se cortar além do necessário, posso morrer. Minhas folhas são verdes e lindas, mas quando caem podem fazer uma grande sujeira. Mudo a cada estação. Posso dar frutos ou flores, mas isto depende de minha semente. E se você quiser, pode deixar uma marca em meu tronco.
Mas afinal, quem sou eu? Sou uma arvore!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

ELE ♡

ELE é maluco, tem idéias mirabolantes e sem sentido que fazem meus neurônios explodirem com tanta loucura.
ELE é super engraçado, até demais, mesmo quando estou falando sério, ele arruma um jeito esperto de escapar e me fazer rir.
ELE é inteligente, apesar de preguiçoso,  ele tem muito conhecimento guardado na cachola. Diversas culturas, curiosidades e novidades que ele expõe no dia dia.
ELE é infantil, faz piadas de mal gosto e brincadeiras sem graça, me dá nos nervos.
ELE é um homem moleque. Com um olhar me seduz, com duas palavras conquista uma boa risada. Me mostra o lado bom da vida, o significado da palavra aventura.
ELE é um romântico, me conquista com pequenos gestos, me surpreende de todas as formas possíveis. Faz com que eu me sinta linda, só pelo modo como me olha.
ELE me incomoda, me irrita, não prevê o que quero, não presta atenção nos detalhes, não entende minhas indiretas. Se digo vermelho, ele diz azul. Não para quieto em momento algum.
ELE é malabarista, se adonou de meus pensamentos, ações e sentimentos.  Agora, joga meu cérebro, mãos e coração para o alto com um equilíbrio espetacular, sem quebrar nenhum, sem deixa-los cair no chão.
ELE é um laçador, me agarrou de tal forma. Não me deixa fugir ,não me deixa escapar, mesmo quando quero.
ELE é um domador, domou meu coração e me ensinou a amar.
 ELE  não presta, mas é o dono do meu coração. E é por ele ser ELE que eu tenho orgulho ao dizer que eu o AMO!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Amor



Amor é um sentimento mutável, não palpável.  Tão certo como o ar que respiramos.  Não tem fim, somente se transforma. Tem poderes - de curar e destruir. Se revela na mais breve troca de olhares.
Diversas histórias são escritas, vividas e contadas, retratando, procurando um significado, um motivo, ou até mesmo uma razão para estr sentimento tão inquietante que nos conduz como uma luz em um quarto escuro. Luz essa que, em determinados momentos é tudo o que vemos.
Intenso, sabemos que assim é o amor, mas o quão? Estamos falando de quantidade, mas não em números. Afinal, até as mais curtas sílabas possuem uma pitada de amor. Invisível aos olhos, mas extravagante ao coração.  Muitos tentam disfarçar, negar, esconder, mas sempre falham. É esse o tipo de ação que resulta em grandes e tragicos romances, recheados de drama, afogados em amor.
Sempre há o porém.  Quando o amor é vivido no dia dia, as coisas complicam um pouquinho, pois não se trata do sentimento individual, mas sim do conjunto.
Duas pessoas terão que pensar como uma, uma bela sincronia, com ritmo, como uma musica. Onde o vinho do encanto seja bebido todos os dias, cada beijo seja como o primeiro e que o amor seja recíproco e muito feliz.





quinta-feira, 29 de maio de 2014

Obrigada

Eu tenho aprendido muito ultimamente e uma das coisas que mais tomei consciência foi: o poder das palavras. E uma das palavras mais poderosas é: Obrigada. Ela é crucial e infelizmente esquecemos dela diversas vezes.
Eu sou uma pessoa um tanto difícil de lidar, tenho raiva, choro... digamos que sou bem expressiva e  as vezes é muito difícil acreditar na bondade que há no coração das pessoas ao meu redor e no quão sortuda eu sou. Eu realmente preciso agradecer, publicamente, a pessoas que me protegem, cuidam de mim e me fazem mais forte e feliz a cada dia que passa.
Também quero agradecer as pessoas que têm paciência comigo diariamente, mesmo não tendo essa obrigação. Quero agradecer ao motorista do ônibus que pego para ir a escola. Quero agradecer a tia do bar por me dar desconto de 50 centavos. As minhas amigas da academia por me apoiarem e me incentivarem a não desistir. Agradecer as minhas professoras e professores que tem a paciência de repetir diversas vezes as matérias que eu não entendi.  Quero agradecer especialmente aos meus leitores fieis, que me acompanham até mesmo nos meus posts não tão bons.

      Apenas, obrigada!

O altruísmo inconsciente

Porque não posso abraçar o mundo?  Porque não consigo resolver todos os problemas existentes com respostas inteligentes e verídicas? Parece que estamos tão apegados a clichês que nos igualamos a tartarugas presas em areia movediça. Digo isso, pois sempre ouvimos: "ajude o próximo" "seja uma boa pessoa", é claro que adquirir atitudes que nos tornem pessoas boas terá frutos no futuro, mas ainda não é o suficiente. Por mais simples que seja a ação,ela exige algo da gente, como abrir mão de determinadas coisas.
Queria férias do meu cérebro! Pensamentos inoportunos e egoístas me distraem em momentos cruciais. E honestamente, sinto a falta de reconhecimento. É isso mesmo! Não peço aplausos, apenas um " Muito bem" ou um "Gostei do que tu fez"  seria o suficiente.
Sou o tipo de pessoa que a cada 100 palavras, 45 são bobagens, mas  55 são de extrema sabedoria. Porque todo mundo sempre lembra das 45? É raro ver alguém que prestou atenção nas outras 55. Não quero ser o tipo de pessoa que os outros relevam achando que estão sendo simpáticos. Eu preciso de sinceridade! Pessoas que me digam aonde estou errando, para finalmente poder acertar. Vale ressaltar que existe uma ponte grotesca entre sinceridade e ignorância.
Enfim,, acho que toda essa insatisfação é resultado das responsabilidades que tenho assumido, sem nem mesmo precisar. Apenas por que quero ser uma boa pessoa, ajudar os outros e ser lembrada com um sorriso, mas  me senti desvalorizada em determinados momentos. E é claro que se tu olhar em volta, todo mundo já se sentiu assim. Todos nos deixamos levar pelo altruísmo inconsciente e procuramos nisso uma forma de se vangloriar. Mas não existe.
Cabe ao individuo a ação de se conscientizar, de deitar á noite e pensar:  eu terminei, eu fiz o bem. Até mesmo um: " eu tentei" já seria o suficiente.

sábado, 10 de maio de 2014

Vida além de boa

Após uma curta análise do meu blog, conclui que tenho escrito sobre coisas monótonas, questionadoras e um tanto deprimentes, talvez até frustrantes. E por um momento, esqueci de falar das coisas boas da vida.
Vi várias realidades, tenho convivido com crianças que não sabem o significado da palavra respeito, mas ao mesmo tempo, tenho sido muito sortuda por ver outras crianças, da mesma idade, crescerem e se tornarem lindos adultos. Sim, lindos. Maduros, engraçados e tão puros. Rir junto com eles, é uma dádiva, uma sorte inigualável.
Saber valorizar determinados momentos da vida é algo um tanto complexo, porque nunca saberemos que é realmente um momento bom, até sentirmos sua falta. 
Por falar nisso, existem varios momentos, dentre eles há os de reflexão, que são importantes, apesar de, na maiora das vezes obtermos resultados negativos. Porém é desnecessário ficar reclamando deles, fundamental é tomar uma atitude para mudar a situação. 
Minha atitude foi avaliar minha vida de forma positiva, deixar de lado por um momento todas as coisas que me intrigam e incomodam. Resolvi observar as coisas boas e ser grata por elas. E ao fazer isso, percebi que tenho mais sorte do que merecia. Me senti feliz.

terça-feira, 22 de abril de 2014

E o banho?



O banho de verdades. O banho da realidade que bate na nossa porta, dia após dia. Um choque térmico interminável. É isso e ponto final. No dicionário adolescente, altas "novis"  bombaram recentemente. A onda depressiva passou junto com a penitencia, que os dedicados católicos cumpriram.
À, a doce ressurreição de Cristo, a alegria nos inunda. A traição é esquecida e o perdão é gravado em pedra. E a humanidade, o que pensam sobre isso? Só pensam ou tomam atitudes?Nos dividimos entre: Os que sabem o significado, os que criam um significado, os que praticam e acreditam fielmente e os que simplesmente se deleitam no doce sabor do chocolate.
Eu, católica, apostólica romana, acredito fielmente que tudo tem uma moral, é claro que tenho minhas duvidas e indecisões, mas todas são apagadas pela minha fé, sólida e poderosa. Mas não estou aqui para discutir religião, nem crenças. Respeito muito todas. Mas o pensamento que me ocorreu foi, a moral de tudo, isso me motivou a criar este texto, um tanto reflexivo.
Os quarenta dias se passaram e a quantidade de ovos entulhados nos supermercados me surpreendeu. Seria uma ideia um tanto romântica, querer acreditar que o chocolate foi deixado de lado e as pessoas resolveram valorizar o real significado desta festa. Mas no fundo todos nós sabemos que a grande causa do acumulo de chocolate nas prateleiras foi o aumento da inflação sobre este doce precioso.
Este ano, de decisões, me dediquei a aprender, não só no colégio ou no técnico, mas também na igreja. Sim, uma curiosidade me inundou e quis saber cada vez mais sobre o significado da Páscoa. Porque a igreja muda suas cores nesta época? O porque da penitência? Porque justamente quarenta dias? Todas essas duvidas foram respondidas.
Meu grande problema é a maior duvida de todas elas: Será que o ser humano não tem salvação? Mesmo Jesus morrendo por nós, ainda somos capazes de crimes, assassinatos, roubos e torturas. Somos insensíveis e muitas vezes sem escrúpulos. Claro que há pessoas muito boas espalhadas por aí, de coração puro. Mas nos dias de hoje, é difícil distinguir os bons dos maus.
Já me disseram várias vezes que eu era uma tola e que Deus não existia. Apesar disso, sendo Deus ou não, acredito que todos precisamos acreditar em algo ou alguém, no final, se torna muito difícil seguir um caminho sozinho. Assim, com ou sem religião, com o chocolate ou sem, deve haver uma solução. Reeducação da sociedade? É óbvio que essa é a resposta! Em redações de vestibulares parece ser a grande solução, mas  isso não é o suficiente. Escrever no papel é fácil, difícil é, trazer para a realidade. Porque assim como qualquer coisa na vida, nada vem com manual de instruções dizendo por onde começar.

sábado, 5 de abril de 2014

Normal Demais



Recentemente, minha mente, na maioria das vezes pouco perspicaz, iniciou um processo de análise aleatória. Separei meus problemas, afazeres, conquistas, idéias e todas as coisas que atormentam meu sono em pequenas listas. E  acabei me fazendo a seguinte pergunta: Para onde o meu tempo está indo e no que me transformei?
Em uma aula de filosofia, através das matérias apresentadas pelo meu estimado professor, cheguei a conclusão de que estamos pre-destinados a determinadas coisas e ao mesmo tempo, temos escolhas a fazer para que o destino traçado se conclua. Bom, devo dizer que esse destino é um travesso, ele toma o tempo de mim. Simplesmente vivo um dia de cada vez, resolvendo as questões do dia, e quando vejo, não sobra nada além do cansaço.
Tarefas ficam por fazer, compromissos tem de ser honrados, trabalhos a serem feitos, respostas a serem encontradas, provocações a serem ignoradas, sentimentos a serem desvendados e em um piscar de olhos estou tão estressada que começo a chorar. Será que é normal isso?
Muitas vezes, me sinto a unica, mas ao observar, nem que por um minuto, as pessoas ao redor, percebo que cada um tem a sua maneira de lidar com esse tipo de situação.  Responsabilidades estão sendo assumidas este ano. O grande ano de decisões. De medo, discussões, confusões e alegrias também.Estamos todos no mesmo barco. Muitas coisas novas irão surgir. Novas maneiras de pensar, novas pessoas, novos humores, novas "colheitas".
Vale ressaltar que isto não é uma reclamação, mas sim uma constatação. Sempre procuro uma maneira de me expressar e talvez, por não ser ouvida, ou até mesmo ter as minhas idéias consideradas, fico chateada. Tento ser clara, sincera, simples.
Muitas vezes sinto como se não tivesse conhecimento suficiente, ou de alguma forma estivesse errada por ter esse jeito "Carolina" de ser. Após, alguns, vários anos, me aceitei. Mas ainda sinto uma certa desaprovação alheia. Mais uma coisa para lidar.
Ultimamente venho escrevendo muitos textos, tenho me cobrado, após o "horror" da ultima redação. E quando escrevo textos livres ( assim como este) percebo que me perco em ideias, desconecto os parágrafos e confundo leitores. Eu poderia mudar, me corrigir. Mas é assim que estou. Uma mistureira de idéias e palavras aleatórias, tentando encontrar algo que eu tecnicamente não sei.
Mas quando souber, podem ter certeza que irei escrever sobre.



segunda-feira, 24 de março de 2014

Nova Perspectiva.



Ultimamente, abrir mão de pensamentos cotidianos parece um grande desperdício. O conteúdo, as frases engraçadas e  as reflexões contidas neles, são preciosas demais para se deixar levar pelo sopro do esquecimento.
Tenho refletido e constatei que uma nova visão se instalou em minha vida. Coisas, que antes eram tão engraçadas e emocionantes, agora se tornaram fúteis e sem futuro. Amigos, antes tão próximos, se tornaram complicados de manter por perto. As brigas pela até então desconhecida, discórdia, se tornaram frequentes. Pessoas que pareciam extremamente racionais e sérias, foram descobertas como alegres, divertidas e ainda por cima, tem muito conhecimento a oferecer.
Questões que não me incomodavam e passavam despercebidas , agora me deixam transtornada. Coisas, pelas quais eu considerava desnecessário lutar, se tornaram essenciais em minha vida. Comandos que antes eram simplesmente obedecidos, são questionados. Não vejo razão para seguir determinadas ordens. Ao mesmo tempo, respeito e defendo outras que considero essenciais para a sociedade.
O simples se chama complexo agora. A resposta: " porque sim" se tornou abominável. Exijo explicações, mas estou ciente de que nem tudo possui uma. Um exemplo são as reações que tenho para determinadas ações. Não entendo, logo, não sei explicar. 
Aprender como funciona o mundo, a realidade do dia dia não é tão fácil quanto parece. Sinto me como se estivesse saindo do modo 'piloto automático'. Qualquer pessoa se assusta ao perceber que as coisas mudaram. É obviamente muito mais fácil ficar na área do conforto da repetição. Essa nova perspectiva que se instalou em minha vida, as vezes me incomoda e até assusta. Em determinados momentos fico confusa e um tanto perdida em meio a tantas perguntas e contradições. Mas essa é só mais uma etapa e toda essa bagunça, faz parte!! 

sexta-feira, 14 de março de 2014

Detonada



Destruída, desmontada, desiludida, frustrada! Eu poderia passar horas e horas citando sinônimos, palavras e mais palavras sobre como me sinto agora, mas todas serão negativas. Descobri que palavras machucam, mais do que isso. Cavam um buraco bem no meio do peito. Pior ainda, quando isso é inesperado.
Hoje recebi a correção de uma redação escolar, nela havia palavras como: Que horror! E descrevia meu texto como ''um amontoado de obviedades e sem credibilidade."
Para ser bem honesta: Doeu" Na hora comecei a chorar. E por um momento, tive a vontade de jurar não escrever nunca mais, mas este é um bem mais que necessário. Também queria ter ido lá na frente e questionado a professora de todas as formas possíveis. Mas fui impedida pela tão conhecida consciência.
Sei que minha escrita não se encaixa nos padrões de universidades, não estou preparada. Sei que por mais que eu leia, ainda não é o suficiente para ter argumentos e que as vezes produzo textos com a mesma qualidade de uma criança de doze anos. Mas isso não significa que eu não esteja tentando.
Logo, minha inscrição na oficina de redação oferecida pela escola, foi feita. Se o meu talento está no ato de escrever, eu não sei mais, perdi um pouco da minha confiança, a que eu havia conquistado a tanto custo. A mesma que me levou a finalmente criar um blog. A unica coisa que eu posso garantir é: eu não vou desistir!

domingo, 9 de março de 2014

Palavras poderosas

“Mude suas palavras, mude o mundo” Essa é a frase marcante que o autor Nelson Ferrão traz em um texto de sua coluna semanal. Esta, nos deixa pensando e refletindo. As palavras realmente tem poder?
Isso é inquestionável, especialmente para pessoas observadoras que estão atentas e cientes do que ocorre ao seu redor. Situações e situações se repetem, mostrando, afirmando veemente que sim, as palavras têm poder.  Mal entendidos são um grande exemplo. Se naquele momento as pessoas envolvidas mudassem as palavras ou as usassem com mais responsabilidade, talvez aquela discussão fosse dispensada.
Responsabilidade. Sim, foi isso mesmo o que quis dizer, afinal, se palavras tem poder, não devemos usa-las com imprudência.  Agora, encaixam-se pessoas impulsivas ou muito sinceras. Pessoas que falam sem pensar e muitas vezes, tem de conviver com a culpa dessas palavras. As vezes, aquela frase, por menor que seja, composta de duas ou três palavras, pode mudar uma vida.
No Direito por exemplo,  se um advogado não utilizar as palavras corretamente na petição inicial, pode mudar o curso do processo, ou até mesmo a sua decisão.  Se em um julgamento, as partes utilizarem as palavras erradas, podem ser mal interpretadas pelo juiz.
Logo, se sabemos que as palavras possuem tal força, porque falamos sem pensar? Ou até excluímos seu poder e simplesmente não utilizamos elas? Muitas coisas devem ser repensadas e refletidas, não só individualmente, mas em conjunto. É algo que deve ser treinado e cultivado. Encontrando assim, o equilíbrio.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Primeiro último dia de aula.



Primeiro ultimo dia de aula? Oi? É assim que os formandos do ensino médio chamaram o primeiro dia de aula do ano de 2014. Com muita alegria, preocupação e preguiça caminhamos com uma certa rapidez em direção ao futuro.
O primeiro dia de aula é energizante para aqueles que passaram as férias inteiras ligados na internet e não fizeram nada mais do que comer. Frustrante para aqueles que esperavam impressionar os colegas com um novo corte de cabelo ou qualquer mudança que é, ou ao menos deveria ser perceptível. Sem cor, para aqueles que viajaram para lugares lindos e paradisíacos, do qual não queriam ter voltado. Animado para aqueles que estavam morrendo de saudade da rotina.De dar nos nervos para aqueles que trocaram de escola e não sabem o que esperar, especialmente no terceiro ano.  E para finalizar, normal, para aqueles que tiveram exatamente o que esperavam. A mesma escola, no mesmo ritmo, com o mesmo uniforme e com as mesmas pessoas.
Alguns já iniciam o ano com os amigos de sempre, o grupo já formado. Alguns tem de fazer novos amigos e alguns como eu, simplesmente se adaptar. As professoras e professores aparecem. Explicam como funciona a aula, se apresentam, vez que outra fazem uma dinâmica e já jogam o conteúdo com a explicação de que o ano não será o suficiente para as matérias que tem de ser implantadas em nosso cérebro, afinal, o tempo é precioso e não pode ser desperdiçado.
Mas este ano, assim como os outros, muitos tiveram um diferencial. A explicação e a cobrança do tão temido ENEM, acompanhado do terrível vestibular. Aí entra aquela palavra, que nos faz temer e em alguns casos, quase chorar de alegria: Futuro! Sim, ele está logo ali, quase posso toca-lo. Mas tenho medo. Me fazem ter medo. O vestibular passou de uma prova para ingressar em alguma universidade para um bicho de sete cabeças, que, se eu não utilizar os golpes certos vai me esmagar como uma formiga. Tudo bem, eu entendo, é importante. Eu sei. Mas aí, o conhecimento se perde para o medo. Eu não vou estudar porque quero aprender e ser uma pessoa esperta. Vou estudar porque tenho medo de fracassar.
Mas espera aí, estudar para o que? Não sei nem o que vou comer amanhã, como irei saber o que quero estudar? Que faculdade cursar? Quais são minhas opções?
É, agora começou a ficar difícil, o que antes era uma simples imagem do futuro se tornou o presente. Sinto que devo correr, mas não sei a direção. O que sei é... Quero aproveitar! Sim aproveitar. Estudar para aprender, aproveitar meu tempo com meus colegas, passear pelos corredores que logo não serão mais frequentes em meu cotidiano. Observar os professores, sua forma de ensinar, seus jeitos e manias. Vou sentir falta disso e quero me lembrar. Pois muitos dizem: essa é a melhor fase da vida. Então vamos viver ela. Um dia de cada vez.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Momentos de impacto.


Certo dia, ouvi o protagonista de um dos meus filmes de romance favorito dizer: "momentos de impacto" e discursar sobre essa ideia a cada cena.
Após esse dia, essas duas palavras grudaram na minha mente feito cola e comecei, a partir delas, tirar minhas próprias conclusões sobre o que eram esses tais momentos.
Me ocorreu, que esses momentos passam num piscar de olhos, em minutos, segundos, milésimos até. Momentos que por mais curto que sejam, anexam algo a nossa vida.
Aquele segundo extra que precisamos para lembrar de determinada palavra. Quando nos mantemos submersos por poucos ou até vários minutos,dentro da água, no que gosto de pensar que é outra dimensão. Afinal, podem gritar o meu nome a vontade, mesmo querendo, eu não escuto.
Aquela ultima palavra dita em uma discussão. A ultima frase de um livro que pode definir um fim trágico ou até cômico. Um momento qualquer em que escutamos uma musica e percebemos algo com ela. Quando vemos uma cena qualquer, na rua mesmo e ocorre a inspiração. Quando recebemos um elogio e decidimos persistir no que estamos fazendo, porque somos bons nisso. Quando entramos em uma sala com um ar condicionado em dias de verão ou quando entramos debaixo das cobertas em dias de inverno. Quando rimos tanto que a barriga dói. Quando choramos até não restar lágrimas. Quando sentimos o significado da palavra amor.
Estes são alguns dos muitos momentos de impacto presentes na vida. Momentos nem sempre felizes mas que de alguma forma tem relação com a alegria. E é isso o que move o ser humano.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Obcecada por agradar.



Ai eu to feia! Será que essa roupa tá combinando? Droga, não deveria ter falado isso. Meu cabelo tá parecendo uma vassoura.. Aff, não deveria ter saído desse jeito. Minha barriga tá enorme! To gordaa! Que espinha horrível, pareço o Frankstein.
Frases típicas de uma adolescente, mas situações como essa são mais comuns do que imaginamos. Eu, particularmente, tenho um sério problema. Tento agradar todo mundo e acabo não agradando ninguém, nem a mim mesma! Isso porque, sou muito insegura, mas trabalho com isso diariamente.
Tem dias que se saio com uma roupa simples e já imagino olhares tortos e de reprovação, em outros, acordo super confiante e fico dias seguidos sem maquiagem. Vai entender...
Se tu entrar no banheiro feminino, vai ouvir o quadruplo de reclamações como as do primeiro parágrafo. Porque será? Vivemos em uma sociedade insegura assim como eu? Será que existe solução?
Durante essa semana, tive vários momentos em que tive de me conter para não falar bobagens, afinal, era muito importante para mim agradar.
Esse dias, contei a um amigo sobre o meu blog, ele me perguntou quantas visualizações eu obtive, assim que falei o numero ele riu na minha cara e menosprezou meu blog, sem nem ao menos saber do conteúdo, isso me magoou.
Outro dia, estava em uma roda conversando com minha família e levei umas alfinetadas, como sempre. Isso me incomoda. Mas quem nunca passou por isso?
Em um outro dia, saí de vestido e fui a uma loja comprar roupas, a vendedora começou a expor as novidades e eu disse que minha preferencia eram as mais largas pois me sinto mais confortável, logo, ela disse a seguinte frase: " Sim, sim, no inicio da gravidez as mamães preferem as mais largas pra disfarçar a barriguinha." Simplesmente desabei. Fui confundida com uma grávida. Como assim??
Um belo dia estava tomando banho de piscina, quando sai, resolvi me sentar na borda para me secar no sol, quando de repente... tchibuum. Caí de volta na água. Quase morri de vergonha. Foi nesse exato momento, quando todos estavam rindo de mim, que encontrei a resposta.
Rir de si mesmo. É algo extremamente necessário na vida. Momentos ruins, insegurança, gafes e acidentes vão ocorrer muitas e muitas vezes. Não há como prever, mas sim, dá pra conviver.
Padrões existem, isso é um fato consumado, existem certas regras que devemos seguir. Mas sempre há um equilíbrio, não há necessidade de seguir tudo ao pé da letra, mas também não precisamos fingir que não há limites e que podemos fazer e usar o que bem entendemos.
Rir é o melhor remédio, não é o que dizem? E manter o equilíbrio ajuda bastante. Eu sei, eu sei, é difícil manter essa lógica no dia dia. Mas nada é impossível!!!
                                                              #relax

Novo Ano


Uma vez, em uma aula perfeitamente normal durante o ensino fundamental. Minha professora de matemática disse a seguinte frase: "a ordem dos fatores não altera o produto" . Achei meio engraçada a tal da frase e a partir do momento em que a escutei, comecei a analisar todas as situações em que ela se aplicava. Não só na matemática, como também na vida cotidiana.
Estamos tão acostumados a ouvir "feliz ano novo" que estranhamos quando alguém fala novo ano.  Bem como estranhamos coisas novas, que não estão no nosso dia dia. Nossa mente tem um sério problema, ela costuma rejeitar coisas novas, achar que o diferente é sinônimo de errado.
Seguindo essa linha de pensamento conclui que não devemos fazer promessas, pois elas remetem a algo novo. E coisas novas precisam de tempo para serem absorvidas.  Esse tempo pode ser maior que um ano e assim por mais um réveillon não teremos cumprido nossas promessas, mergulhando mais uma vez na decepção consigo mesmo.
A solução seriam as metas. Elas não são tao radicais quanto as promessas, tornando se assim, mais fáceis de serem alcançadas e podem ser feitas o ano inteiro. Assim, quando chegar ao final de mais um ano, não haverá frustrações, pois ao menos uma meta foi cumprida.
Enfim, acho que o tempo livre está afetando meu cérebro. 
Espero que todos os pedidos feitos se realizem, que este seja um ano de muito amor, conquistas, sabedoria, paz e acima de tudo: evolução. Que a positividade domine e que tudo dê certo.
                               Apesar do atraso.... Um feliz e próspero 2014!