segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Primeiro último dia de aula.



Primeiro ultimo dia de aula? Oi? É assim que os formandos do ensino médio chamaram o primeiro dia de aula do ano de 2014. Com muita alegria, preocupação e preguiça caminhamos com uma certa rapidez em direção ao futuro.
O primeiro dia de aula é energizante para aqueles que passaram as férias inteiras ligados na internet e não fizeram nada mais do que comer. Frustrante para aqueles que esperavam impressionar os colegas com um novo corte de cabelo ou qualquer mudança que é, ou ao menos deveria ser perceptível. Sem cor, para aqueles que viajaram para lugares lindos e paradisíacos, do qual não queriam ter voltado. Animado para aqueles que estavam morrendo de saudade da rotina.De dar nos nervos para aqueles que trocaram de escola e não sabem o que esperar, especialmente no terceiro ano.  E para finalizar, normal, para aqueles que tiveram exatamente o que esperavam. A mesma escola, no mesmo ritmo, com o mesmo uniforme e com as mesmas pessoas.
Alguns já iniciam o ano com os amigos de sempre, o grupo já formado. Alguns tem de fazer novos amigos e alguns como eu, simplesmente se adaptar. As professoras e professores aparecem. Explicam como funciona a aula, se apresentam, vez que outra fazem uma dinâmica e já jogam o conteúdo com a explicação de que o ano não será o suficiente para as matérias que tem de ser implantadas em nosso cérebro, afinal, o tempo é precioso e não pode ser desperdiçado.
Mas este ano, assim como os outros, muitos tiveram um diferencial. A explicação e a cobrança do tão temido ENEM, acompanhado do terrível vestibular. Aí entra aquela palavra, que nos faz temer e em alguns casos, quase chorar de alegria: Futuro! Sim, ele está logo ali, quase posso toca-lo. Mas tenho medo. Me fazem ter medo. O vestibular passou de uma prova para ingressar em alguma universidade para um bicho de sete cabeças, que, se eu não utilizar os golpes certos vai me esmagar como uma formiga. Tudo bem, eu entendo, é importante. Eu sei. Mas aí, o conhecimento se perde para o medo. Eu não vou estudar porque quero aprender e ser uma pessoa esperta. Vou estudar porque tenho medo de fracassar.
Mas espera aí, estudar para o que? Não sei nem o que vou comer amanhã, como irei saber o que quero estudar? Que faculdade cursar? Quais são minhas opções?
É, agora começou a ficar difícil, o que antes era uma simples imagem do futuro se tornou o presente. Sinto que devo correr, mas não sei a direção. O que sei é... Quero aproveitar! Sim aproveitar. Estudar para aprender, aproveitar meu tempo com meus colegas, passear pelos corredores que logo não serão mais frequentes em meu cotidiano. Observar os professores, sua forma de ensinar, seus jeitos e manias. Vou sentir falta disso e quero me lembrar. Pois muitos dizem: essa é a melhor fase da vida. Então vamos viver ela. Um dia de cada vez.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Momentos de impacto.


Certo dia, ouvi o protagonista de um dos meus filmes de romance favorito dizer: "momentos de impacto" e discursar sobre essa ideia a cada cena.
Após esse dia, essas duas palavras grudaram na minha mente feito cola e comecei, a partir delas, tirar minhas próprias conclusões sobre o que eram esses tais momentos.
Me ocorreu, que esses momentos passam num piscar de olhos, em minutos, segundos, milésimos até. Momentos que por mais curto que sejam, anexam algo a nossa vida.
Aquele segundo extra que precisamos para lembrar de determinada palavra. Quando nos mantemos submersos por poucos ou até vários minutos,dentro da água, no que gosto de pensar que é outra dimensão. Afinal, podem gritar o meu nome a vontade, mesmo querendo, eu não escuto.
Aquela ultima palavra dita em uma discussão. A ultima frase de um livro que pode definir um fim trágico ou até cômico. Um momento qualquer em que escutamos uma musica e percebemos algo com ela. Quando vemos uma cena qualquer, na rua mesmo e ocorre a inspiração. Quando recebemos um elogio e decidimos persistir no que estamos fazendo, porque somos bons nisso. Quando entramos em uma sala com um ar condicionado em dias de verão ou quando entramos debaixo das cobertas em dias de inverno. Quando rimos tanto que a barriga dói. Quando choramos até não restar lágrimas. Quando sentimos o significado da palavra amor.
Estes são alguns dos muitos momentos de impacto presentes na vida. Momentos nem sempre felizes mas que de alguma forma tem relação com a alegria. E é isso o que move o ser humano.