sexta-feira, 14 de março de 2014

Detonada



Destruída, desmontada, desiludida, frustrada! Eu poderia passar horas e horas citando sinônimos, palavras e mais palavras sobre como me sinto agora, mas todas serão negativas. Descobri que palavras machucam, mais do que isso. Cavam um buraco bem no meio do peito. Pior ainda, quando isso é inesperado.
Hoje recebi a correção de uma redação escolar, nela havia palavras como: Que horror! E descrevia meu texto como ''um amontoado de obviedades e sem credibilidade."
Para ser bem honesta: Doeu" Na hora comecei a chorar. E por um momento, tive a vontade de jurar não escrever nunca mais, mas este é um bem mais que necessário. Também queria ter ido lá na frente e questionado a professora de todas as formas possíveis. Mas fui impedida pela tão conhecida consciência.
Sei que minha escrita não se encaixa nos padrões de universidades, não estou preparada. Sei que por mais que eu leia, ainda não é o suficiente para ter argumentos e que as vezes produzo textos com a mesma qualidade de uma criança de doze anos. Mas isso não significa que eu não esteja tentando.
Logo, minha inscrição na oficina de redação oferecida pela escola, foi feita. Se o meu talento está no ato de escrever, eu não sei mais, perdi um pouco da minha confiança, a que eu havia conquistado a tanto custo. A mesma que me levou a finalmente criar um blog. A unica coisa que eu posso garantir é: eu não vou desistir!

Um comentário:

  1. É lamentável que ainda existam professoras com a mentalidade dos anos 20, tempo da palmatória, de ajoelhar no milho, do chapéu de burro... onde ficou a didática dessa pessoa? Nada contra o fato de ela encontrar falhas no teu texto, afinal de contas tu é a aluna e está ali para aprender, não é mesmo? Agora, convenhamos, há diversas outras formas de corrigir e, principalmente, ENSINAR. Até onde eu sei, essa é a função de uma professora.

    Bueno, garota, não permita que isso te defina! Até mesmo os maiores escritores têm seus maus dias, seus maus escritos. Não somos obrigados a escrever sempre como Drummond, Quintana e Veríssimo. O fato de termos nossos blogs e nutrirmos o gosto pela escrita não significa que tenhamos sempre que versar perfeitamente. Isso é balela.

    Bem que tu faz em erguer a cabeça e seguir em frente. As palavras da professora são apenas mais um obstáculo dos tantos que enfrentamos na vida... enquanto ela continua com essa mente limitada pelos absurdos que escreve em suas correções, tu corre atrás da máquina e dá a volta por cima. Manda um beijinho no ombro pra ela e tá tudo certo!

    Beijo!

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