terça-feira, 22 de abril de 2014

E o banho?



O banho de verdades. O banho da realidade que bate na nossa porta, dia após dia. Um choque térmico interminável. É isso e ponto final. No dicionário adolescente, altas "novis"  bombaram recentemente. A onda depressiva passou junto com a penitencia, que os dedicados católicos cumpriram.
À, a doce ressurreição de Cristo, a alegria nos inunda. A traição é esquecida e o perdão é gravado em pedra. E a humanidade, o que pensam sobre isso? Só pensam ou tomam atitudes?Nos dividimos entre: Os que sabem o significado, os que criam um significado, os que praticam e acreditam fielmente e os que simplesmente se deleitam no doce sabor do chocolate.
Eu, católica, apostólica romana, acredito fielmente que tudo tem uma moral, é claro que tenho minhas duvidas e indecisões, mas todas são apagadas pela minha fé, sólida e poderosa. Mas não estou aqui para discutir religião, nem crenças. Respeito muito todas. Mas o pensamento que me ocorreu foi, a moral de tudo, isso me motivou a criar este texto, um tanto reflexivo.
Os quarenta dias se passaram e a quantidade de ovos entulhados nos supermercados me surpreendeu. Seria uma ideia um tanto romântica, querer acreditar que o chocolate foi deixado de lado e as pessoas resolveram valorizar o real significado desta festa. Mas no fundo todos nós sabemos que a grande causa do acumulo de chocolate nas prateleiras foi o aumento da inflação sobre este doce precioso.
Este ano, de decisões, me dediquei a aprender, não só no colégio ou no técnico, mas também na igreja. Sim, uma curiosidade me inundou e quis saber cada vez mais sobre o significado da Páscoa. Porque a igreja muda suas cores nesta época? O porque da penitência? Porque justamente quarenta dias? Todas essas duvidas foram respondidas.
Meu grande problema é a maior duvida de todas elas: Será que o ser humano não tem salvação? Mesmo Jesus morrendo por nós, ainda somos capazes de crimes, assassinatos, roubos e torturas. Somos insensíveis e muitas vezes sem escrúpulos. Claro que há pessoas muito boas espalhadas por aí, de coração puro. Mas nos dias de hoje, é difícil distinguir os bons dos maus.
Já me disseram várias vezes que eu era uma tola e que Deus não existia. Apesar disso, sendo Deus ou não, acredito que todos precisamos acreditar em algo ou alguém, no final, se torna muito difícil seguir um caminho sozinho. Assim, com ou sem religião, com o chocolate ou sem, deve haver uma solução. Reeducação da sociedade? É óbvio que essa é a resposta! Em redações de vestibulares parece ser a grande solução, mas  isso não é o suficiente. Escrever no papel é fácil, difícil é, trazer para a realidade. Porque assim como qualquer coisa na vida, nada vem com manual de instruções dizendo por onde começar.

sábado, 5 de abril de 2014

Normal Demais



Recentemente, minha mente, na maioria das vezes pouco perspicaz, iniciou um processo de análise aleatória. Separei meus problemas, afazeres, conquistas, idéias e todas as coisas que atormentam meu sono em pequenas listas. E  acabei me fazendo a seguinte pergunta: Para onde o meu tempo está indo e no que me transformei?
Em uma aula de filosofia, através das matérias apresentadas pelo meu estimado professor, cheguei a conclusão de que estamos pre-destinados a determinadas coisas e ao mesmo tempo, temos escolhas a fazer para que o destino traçado se conclua. Bom, devo dizer que esse destino é um travesso, ele toma o tempo de mim. Simplesmente vivo um dia de cada vez, resolvendo as questões do dia, e quando vejo, não sobra nada além do cansaço.
Tarefas ficam por fazer, compromissos tem de ser honrados, trabalhos a serem feitos, respostas a serem encontradas, provocações a serem ignoradas, sentimentos a serem desvendados e em um piscar de olhos estou tão estressada que começo a chorar. Será que é normal isso?
Muitas vezes, me sinto a unica, mas ao observar, nem que por um minuto, as pessoas ao redor, percebo que cada um tem a sua maneira de lidar com esse tipo de situação.  Responsabilidades estão sendo assumidas este ano. O grande ano de decisões. De medo, discussões, confusões e alegrias também.Estamos todos no mesmo barco. Muitas coisas novas irão surgir. Novas maneiras de pensar, novas pessoas, novos humores, novas "colheitas".
Vale ressaltar que isto não é uma reclamação, mas sim uma constatação. Sempre procuro uma maneira de me expressar e talvez, por não ser ouvida, ou até mesmo ter as minhas idéias consideradas, fico chateada. Tento ser clara, sincera, simples.
Muitas vezes sinto como se não tivesse conhecimento suficiente, ou de alguma forma estivesse errada por ter esse jeito "Carolina" de ser. Após, alguns, vários anos, me aceitei. Mas ainda sinto uma certa desaprovação alheia. Mais uma coisa para lidar.
Ultimamente venho escrevendo muitos textos, tenho me cobrado, após o "horror" da ultima redação. E quando escrevo textos livres ( assim como este) percebo que me perco em ideias, desconecto os parágrafos e confundo leitores. Eu poderia mudar, me corrigir. Mas é assim que estou. Uma mistureira de idéias e palavras aleatórias, tentando encontrar algo que eu tecnicamente não sei.
Mas quando souber, podem ter certeza que irei escrever sobre.