quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Metáforas




Em uma breve leitura de um livro chamado: "O mundo de Sofia" , fui pega de surpresa. A pergunta que fiz a mim mesma, durante todo esse tempo, estava escancarada no livro. A resposta não estava exatamente ali, mas em meu subconsciente, buscando somente um empurrãozinho para ser despejada.  
Quem sou eu? Afinal, quando vamos nos referir a alguém, utilizamos características físicas para descreve-las. Quando nos observamos no espelho, vemos nosso reflexo, mas não o nosso eu. Onde buscar a personalidade? O meu eu interior? A resposta é nada mais nada mesmo do que: Metáforas.
Sim, descobri que metáforas são ótimas. Eu poderia ser uma ameba, me moldo a cada situação. Ou um coração de vidro, que precisa de cuidados e delicadeza ou do contrário irá se quebrar em vários pedacinhos. Poderia também ser uma granada, afinal, explosão é quase o meu segundo nome. Mas em meio a tantas opções... decidi ser uma arvore!
Porque uma arvore? Bem, antes de qualquer coisa, preciso de bastante espaço. Minhas raízes, seriam como conexões cerebrais e a terra seriam os meus objetivos. Meus galhos são grandes e fortes, devem ser podados de tempos em tempos para não causar transtornos, mas se cortar além do necessário, posso morrer. Minhas folhas são verdes e lindas, mas quando caem podem fazer uma grande sujeira. Mudo a cada estação. Posso dar frutos ou flores, mas isto depende de minha semente. E se você quiser, pode deixar uma marca em meu tronco.
Mas afinal, quem sou eu? Sou uma arvore!

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