segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Morrer de amor

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Certas coisas são fáceis, outras mais complicadas e até impossíveis de compreender, ou aceitar.
Mas o tempo, este é mestre. Capaz de atuações maravilhosas em nossa vida, uma hora  muda tudo.
Ainda dói se penso muito nisso, por isso escolhi deixar o amigo tempo me guiar. Já que hoje, sou muito grata ao poder dizer que penso diferente.
Não tenho raiva, nem ressentimento. Era pra ser assim, estava tudo nos planos. Não posso mentir e dizer que está tudo bem, porque de quando em quando volta a chover. Isso me incomoda, mas espero que a dor vire apenas lembrança.
Queimou e ardeu no momento em que descobri as suas escolhas . Mas agora que passou, notei uma sensação diferente, uma leveza em meu andar. Minha playlist de músicas mudou, a mágoa passou e agora... meu coração está livre, assim como o dele. Estar livre não significa estar disponível, significa que neste exato momento, sinto que minha felicidade não depende de mais ninguém além de mim.
Permitindo-me testar coisas novas, sair novamente, conhecer pessoas, fazer novos amigos e reencontrar os antigos.
Fico feliz ao dizer que morri de amor. Morrer de amor parece um martírio romântico, a morte preferida dos masoquistas. Uma ironia: morrer de amor, nos mostra que estamos vivos. Aprendi bastante durante esta nova jornada, tive claramente a percepção de como as coisas realmente eram.
Não me arrependo nem por um segundo. Posso não saber o que quero, mas tenho certeza do que não quero: ser infeliz.
Também não perdi a fé no amor, ainda acredito em romance e choro de felicidade ao ver filmes e torcer para que os protagonistas sejam felizes ainda depois do para sempre. Porque as vezes o "Para Sempre" não é eterno, mas o amor sim.
Afinal, o amor é o oceano e não a ilha. Ele não se limita a território, momentos ou épocas. O amor, em suas mais diversas definições e formas é capaz de milagres maravilhosos, ele não tem fim nem condições.
É o sentimento mais puro que o ser humano se permite sentir e não deve ser esquecido nunca.
E a melhor parte é se dar conta que morri de amor e estou mais viva que antes.

" É tão bom morrer de amor e continuar vivendo"
                              - Mario Quintana

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Apenas respirando


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As vezes a vida torna-se pragmática. Ela não quer nem saber das suas vontades, se isso te faz feliz ou não. E o tempo vai passando, as coisas vão mudando, até que em determinado momento tudo começa a ruir.
Atualmente enfrentamos diversos problemas, a insegurança nas ruas, a economia lamentável, um futuro incerto, dentre tantas outras coisas, ao que nós brasileiros estamos diariamente expostos.
Dentre isso a vida pessoal torna-se uma loucura, o trabalho diário nos consome e o estudo se faz necessário para evoluir cada vez mais. A competição é grande.
Mas em meio a tudo isso, alguém tem o seu coração quebrado e além de ter que lidar com a rotina... Tem de arrumar forças para levantar-se toda manhã. É como se houvesse um buraco sendo cavado de dentro para fora, o tipo de dor que não desejo nem para a minha pior inimiga. Uma palavra, uma música é o suficiente para debulhar-se em lágrimas. Família e amigos dão conforto, ajeitam a rotina, se esforçam para fazer tudo ficar mais leve, mas todo esforço é em vão pois no final do dia, ao deitar-se a dor toma conta. Tudo fica pior, a energia, a vontade de fazer do amanhã um dia melhor se esvai e você vai apenas levando... Sobrevivendo, respirando.
Em determinado momento você vai se perguntar, que tipo de pessoa é, o que a levou a sentir isso e passar noites a fio procurando respostas que nunca virão. Vai cobrar explicações e terá sua solicitação ignorada, vai engolir o orgulho e se esfarelar em milhões de pedacinhos. Irá chorar no meio da rua, no caminho para o trabalho, no Campus da faculdade. Não vai sentir necessidade de se alimentar, mas vai o fazer pois sabe que isso deixará sua mãe descansada e a dará um pouquinho de energia para conviver com mais um dia. Procura conforto em filmes, séries... Procura até histórias como a sua que em algum momento obteve um final feliz, mas não as encontra.
Eis que a efemeridade do tempo age cautelosamente, aquela música... já não magoa mais tanto, e certas palavras nem fazem mais diferença. Porém, ainda está muito magoada e ainda dói. Mas sabe que é importante que deixe pelo menos um pouquinho dessa dor... em algum lugar. Arranja forças e pega aquele velho álbum de lembranças, aquela caixa com todos os ingressos de cinemas e de shows, fotos, surpresas, bilhetes e presentes. Os organiza e reorganiza, vive as lembranças por uma ou duas horas, até que sente que é o momento de deixar ir, porém, não é forte o suficiente para jogar tudo fora. Apenas os guarda, com muito carinho em algum canto no fundo do guarda-roupa. E finge, por um momento, que é capaz de os esquecer.
E a vida segue, a rotina continua, as tarefas também. Então, você não tem mais planos e nota-se que é necessário metas. Elas são importantes, especialmente agora, para dar aquele sentido na vida. Você as cria e as segue...
Mais alguns dias, você sentirá a necessidade de se arrumar, afinal, você é e sempre foi vaidosa, pega aquele blazer que ganhou de aniversário e resolve o usar, passa um rímel e até um batom vermelho, hoje está corajosa e sente-se tão radiante quanto o sol que demorou a aparecer.
Houveram dias escuros e sufocantes, mas eles se foram. Bem como a vontade de o ter de volta, afinal, você se acostumou a não o ver e a lembrança dele  dele enfraquece. A dor ainda está ali, a angústia de não poder o chamar, de não ter contato. Mas sabe que tê-lo tornaria tudo ainda pior.
O dia segue e percebe uma olhadela, daquelas inocentes, apenas por curiosidade. Sente-se então alegre, confiante. Foi cortejada.
O coração, pela primeira vez em muito tempo, se anima e as amarras e curativos que estavam em seu coração transformam-se em apenas um band aid. O trabalho toma conta da sua vida e você se permite ser levada por ela. Sente-se feliz.
A paz ainda não voltou e sabe-se lá se algum dia ela voltará, talvez nem deveria. Não está 100%, mas já chegou nos 50%. A vida continua, pragmática, nunca se sabe o que dela esperar.
Você se esforça e espera apenas, que o amanhã seja melhor do que hoje. É apenas segunda-feira, mas já está planejando o final de semana, um sinal muito bom, afinal deixou de sobreviver e permitiu-se viver.


sábado, 18 de julho de 2015

Alguém para amar

 



Neste exato momento, milhares de meninas e mulheres iludem-se com contos de fadas, a cultura inicia no momento em que olhamos o maravilhoso filme da Cinderela, Bela Adormecida, entre muitos outros e instantaneamente nos apaixonamos pelo príncipe. Não por ele ser bonito, ou bondoso, mas por ser perfeito. Nós, e quando digo isso me refiro aos seres humanos, temos uma relação doentia com a perfeição, a padronização. Ela nos encanta, ela nos vicia.
Afinal de contas, o que é a perfeição? Como descreve-la? Totalmente relativo! Cada pessoa tem seu modelo de perfeição, ainda que, muitos tenhamos o mesmo em comum. Mas o real problema, é que esta ótica, nos leva a decepções. Pois esperamos algo, temos uma tendência a querer algo, a almejar e acreditar que a merecemos. Em nossa caçada, a procura de alguém para amar, é influenciada por esta.
Por isso, lhe digo, apaixone-se por alguém que a ame e respeite 365 dias ao ano, que aceite brindar com vinho, champanhe ou até mesmo com uma coca gelada. Que te faça sentir-se bonita(o), ainda que recém tenha acordado. Que não a faça pensar se deve passar rímel a prova d'agua ou não, pelo simples motivo de ele lhe fazer chorar na maioria das vezes. Que a faça esperar o suficiente para sentir vontade, mas não o bastante para sentir-se rejeitada. Que a deixe sozinha de vez em quando, afinal, é saudável... mas nunca solitária. Que além de palavras, lhe dê ações de amor. Que além de flores, lhe dê algo pessoal, algo com significado. Que saia com outras meninas de forma que você sinta-se tranquila, pois ao olhar para ele, ele não possui o mesmo brilho no olhar e muito menos a tendência natural de acariciar sua mão. Que ele tenha dias suficientes para jogar futebol, ou videogame com os amigos, mas também para passar um tempo de qualidade ao seu lado. Que respeite o limite entre a família dele e a sua. Que saiba a hora de citar um filme, ou assentir em um silencio familiar e aconchegante, Que minta, mas sobre bobagens, sobre surpresas.Que pense, antes de fazer qualquer coisa, certa ou errada, se isso a magoaria. Que saiba o valor do seu sorriso e de suas lágrimas. Que a faça sentir-se confortável. Que a faça feliz.
Este sim, será o seu príncipe, o "alguém" para amar. Caso contrário, sugiro que escolha um personagem de um livro de romance e case-se com ele.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Paradoxo




Ultimamente, tenho andado sumida. Ocupada. Fiz diversas caminhadas, estou numa jornada tão complexa que as vezes nem mesmo eu, consigo entender. Sei como cheguei aqui, mas não compreendo o que me levou a isso e muito menos o porque de eu me submeter a esta nova rotina. 
Mais uma caminhada. E por mais que existam milhares de pessoas ao meu redor, estou sozinha! Não há ninguém que possa fazer ou passar isso por mim. Não posso clamar por ajuda e nem por a culpa em outra pessoa. Sou eu a responsável agora.
Sou muito honesta quando digo que, por vezes, tenho vontade de xingar, responder, jogar tudo pro alto, pegar um trem e ir passear na Capital. Mas a minha educação não e permite. Os bons e velhos ingênuos, sinto falta deles! Estes sim, são felizes. 
Quero fazer algo diferente, algo legal. Quero expressar e contar histórias. Quero gritar o que não foi dito. Quero sair. Mas sou impedida por ninguém mais além de mim. 
Aquela velha dúvida adolescente retorna das cinzas. Quem sou eu? Pois é. Não sei mais dizer o que gosto de fazer - além de dormir e comer é claro. Sou uma criança adulta. Estou bem no meio da transição. Tenho compromissos iguais aos de um adulto, porém quero sair e correr como uma criança e me divertir como um adolescente. Acho que nem Freud  consegue explicar. Desde pequena sempre comparei minha vida a de protagonistas de filmes e novelas. As músicas que escutava. Mas em ambos não encontro mais o antigo conforto. 
É um paradoxo sem fim, não me resta nada além de viver a realidade que me é apresentada e ver onde vai dar. E colidir com a felicidade que houver no meio. 

domingo, 15 de março de 2015

15 de março

Hoje, 15 de março de 2015, foi um daqueles dias que ficam na história. Que todos lembram e comentam. Um dia bastante especulado, planejado e repleto de rumores. Milhares de brasileiros se puseram as ruas a gritar, exclamar e requerer o que é seu por direito. Foi pacífico, foi lindo, sensacional.
O povo realmente tem voz, união. Literalmente falando pessoas de TODAS as idades, e quando digo todas, me refiro a bebês ainda no ventre, crianças, adolescentes e até senhores na melhor idade. Famílias se moveram. Vem pra rua! Todos foram. Quem ficou em casa, com medo, provavelmente se arrependeu.
Não fomos pagos, não fomos coagidos, vestimos a camisa e seguimos. Juntos, formamos uma multidão. Uma caminhada pela justiça!
Agora, cansados, sentimos nosso dever cumprido. Porém, ele não se realiza somente em manifestações, inicia na honestidade de não sonegar impostos, no caráter testado ao devolver o troco corretamente e na cultura ao ensinar aos filhos o que é certo fazer e não o que é mais fácil. Gira em torno do nosso dia dia e é por isso que solicitamos justiça.

Hoje, muitos dormirão orgulhosos, outros dormirão cansados, eu, dormirei com esperança, sempre esperando e lutando pelo melhor!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Autoconfiança


Diariamente, recebemos noticias, ou até mesmo temos casos em nossa própria turma na escola ou grupo de trabalho, de pessoas com bulimia, anorexia, depressão, entre tantas outras doenças causadas pelo bullying e desprezo compartilhado por pessoas do meio social. Recentemente, uma corajosa menina, fez um favor a nossa sociedade e quebrou um dos maiores tabus. Durante e após o evento - Garota Verão - tivemos diversos debates, pessoas apoiando e outras espalhando mensagens de ódio e preconceito, o que eu acho lamentável em pleno século XXI -  Pelo simples fato de a menina ser considerada "acima do peso". 
Padrões existem desde sempre, antigamente, magra era bonito, quando mais osso melhor. Atualmente, bumbuns e seios fartos ocupam capas de revistas e propagandas de produtos. Me pergunto diariamente: Quando isso irá parar? Mulheres americanas tem um padrão de corpo diferente das brasileiras, assim como o das russas, africanas, entre tantas outras origens. Não podemos generalizar. Esse assunto é discutido durante anos... E ainda não acabou. As vezes perco a esperança de acreditar que algum dia o preconceito terá fim.
Eu, como uma mulher fora do padrão, posso garantir que ser alvo de piadas ou até mesmo de ódio pelo simples fato de não ter um corpo "aceitável" é ridiculamente traumatizante. Demorou muitos anos até que eu finalmente olhei para o espelho e acreditei ser um pouco bonita, ou até para ter a confiança de usar um biquíni diferente.  Uma ex- colega, costumava discutir comigo, sem razão alguma e alegava que só ia parar quando eu "perder a minha pança". O que ela não tinha capacidade mental de compreender, é que eu AMO a minha pança. Demorou anos, mas eu consegui. 
Todas as mulheres são lindas de alguma forma, elas possuem sua beleza natural. Só precisam explora-la e ter confiança o suficiente para mostra-la ao mundo. E as pessoas malvadas, sempre irão existir, elas sentem o cheiro de autoconfiança e por instinto, tentam destruí-lo - mas nem sempre conseguem - estas serão amargas pelo resto da vida.
Me sinto orgulhosa por ser capaz de dizer: eu amo meu corpo e ver, que há mais pessoas se aceitando também.

Tarrachinhas e borrachinhas




Bem... Devo iniciar confessando: Por um tempo, me dei ao luxo de esquecer o politicamente correto, onde vão as vírgulas e os pontos finais, esqueci a diferença entre mas e mais, esqueci da lista de compras e das inseguranças cotidianas. Mas fiz questão de lembrar da minha receita de biscoito favorita, o número das minhas melhores amigas, o relógio e especialmente a boa educação. 
Férias sempre foram um período de descanso, sem planos, mas com a certeza do amanhã. Este ano... estou mais perdida que as tarrachinhas de brinco que perco em minhas noites de sono e borrachinhas de cabelo, que somem sem deixar rastro e me vejo obrigada a furtar as da minha mãe. Um leque de áreas se abre, minha escolha já foi feita, mas a espera por oportunidades é tão inquietante. Sei que é uma fase maravilhosa, porém é engraçado ficar mais ansiosa por uma ligação de alguma empresa, do que a ligação do namorado. Checar os e-mails a cada dias útil, a cada turno, na esperança de uma resposta. 
Apesar de estar na hora de "voar", acredito que qualquer adolescente, que esteja na mesma fase, se sinta como eu: "chutado do ninho".  Ainda que o apoio esteja sempre ali, não há mais aquela segurança de ter todas as contas pagas e os luxos sendo cobridos. A partir de agora, sou eu que assumo. 
No primeiro momento, tudo parece espetacular, a tão esperada independência financeira, sem precisar de autorização, nem ter que implorar por uns trocados a mais. Até que vem a primeira insegurança e vira o bote salva vidas que enchi com tanto carinho. Agora estou em alto mar, aguardando um salva-vidas, helicóptero, ou qualquer outro tipo de resgate. E tudo que ouço: "Isto é só o começo" "Paciência" "Logo aparece outra oportunidade". Ouvir os conselhos de mãe é tão complicado...
E a aventura continua...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Ano Novo



As coisas tomam as proporções que você dá a elas. Porque deixamos pequenas palavras nos torturarem por noites a fio? Ou até mesmo, porque nos sentimos desvalorizados por um trabalho do qual temos orgulho?
Tudo mudou, em uma época de transição, conflitos de tornaram mais evidentes, pois todos estão no mesmo livro, mas não na mesma página. Decisões devem ser tomadas e o futuro nos aguarda na próxima esquina. Qual será nosso limite? Do que sou capaz? Bem, vamos descobrir! As oportunidades batem incessantemente a porta, mas elas, como qualquer outro visitante, gostam de ser bem recebidas.
O tempo se esvaiu. Se dissolveu em momentos e agora é nada mais nada menos do que uma mera lembrança. Me arrependo de coisas que fiz e de coisas que eu não fiz também. Pessoas as quais não compreendo e pessoas que eu gostaria de ter o prazer de encontrar novamente ficaram num passado bem recente. Não vou dizer que sinto falta pois a ansiedade e a animação do que ainda está por vir não me permitem senti-la. Tantas promessas não cumpridas e laços rompidos... Mas não me arrependo
A indignação ficou para trás a insatisfação também, inclusive os medos. Agora a coragem está a frente, destemida, quero fazer algo grande, algo bom, fazer efeito na vida das pessoas de forma positiva. Quero analisar meu passado e ver o quanto cresci, ver coisas boas, quero rir e por conseguinte agradecer a cada nova conquista.
A vida seguiu por um caminho muito bom e devo admitir que me sinto orgulhosa e principalmente feliz. 2014 foi um ano repleto de conquistas, decisões e principalmente: conhecimento. Conhecer os limites, pessoais e alheios. Reconhecer a mim, aprender a lidar com as situações que me foram apresentadas e posso dizer que me saí muito bem. Algumas coisas e até mesmo pessoas... não mudam. Mas é como o velho ditado " Se a vida der um limão... Faça uma limonada ".
2015 chegou, um ano de testes. Um ano de plantação. Renovando as energias, muita positividade e animação. Um ano abençoado. Enfim, que não nos falte amor, nem felicidade... o resto... a gente dá um jeitinho.
                                 FELIZ ANO NOVO