quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Autoconfiança


Diariamente, recebemos noticias, ou até mesmo temos casos em nossa própria turma na escola ou grupo de trabalho, de pessoas com bulimia, anorexia, depressão, entre tantas outras doenças causadas pelo bullying e desprezo compartilhado por pessoas do meio social. Recentemente, uma corajosa menina, fez um favor a nossa sociedade e quebrou um dos maiores tabus. Durante e após o evento - Garota Verão - tivemos diversos debates, pessoas apoiando e outras espalhando mensagens de ódio e preconceito, o que eu acho lamentável em pleno século XXI -  Pelo simples fato de a menina ser considerada "acima do peso". 
Padrões existem desde sempre, antigamente, magra era bonito, quando mais osso melhor. Atualmente, bumbuns e seios fartos ocupam capas de revistas e propagandas de produtos. Me pergunto diariamente: Quando isso irá parar? Mulheres americanas tem um padrão de corpo diferente das brasileiras, assim como o das russas, africanas, entre tantas outras origens. Não podemos generalizar. Esse assunto é discutido durante anos... E ainda não acabou. As vezes perco a esperança de acreditar que algum dia o preconceito terá fim.
Eu, como uma mulher fora do padrão, posso garantir que ser alvo de piadas ou até mesmo de ódio pelo simples fato de não ter um corpo "aceitável" é ridiculamente traumatizante. Demorou muitos anos até que eu finalmente olhei para o espelho e acreditei ser um pouco bonita, ou até para ter a confiança de usar um biquíni diferente.  Uma ex- colega, costumava discutir comigo, sem razão alguma e alegava que só ia parar quando eu "perder a minha pança". O que ela não tinha capacidade mental de compreender, é que eu AMO a minha pança. Demorou anos, mas eu consegui. 
Todas as mulheres são lindas de alguma forma, elas possuem sua beleza natural. Só precisam explora-la e ter confiança o suficiente para mostra-la ao mundo. E as pessoas malvadas, sempre irão existir, elas sentem o cheiro de autoconfiança e por instinto, tentam destruí-lo - mas nem sempre conseguem - estas serão amargas pelo resto da vida.
Me sinto orgulhosa por ser capaz de dizer: eu amo meu corpo e ver, que há mais pessoas se aceitando também.

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