quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Tarrachinhas e borrachinhas




Bem... Devo iniciar confessando: Por um tempo, me dei ao luxo de esquecer o politicamente correto, onde vão as vírgulas e os pontos finais, esqueci a diferença entre mas e mais, esqueci da lista de compras e das inseguranças cotidianas. Mas fiz questão de lembrar da minha receita de biscoito favorita, o número das minhas melhores amigas, o relógio e especialmente a boa educação. 
Férias sempre foram um período de descanso, sem planos, mas com a certeza do amanhã. Este ano... estou mais perdida que as tarrachinhas de brinco que perco em minhas noites de sono e borrachinhas de cabelo, que somem sem deixar rastro e me vejo obrigada a furtar as da minha mãe. Um leque de áreas se abre, minha escolha já foi feita, mas a espera por oportunidades é tão inquietante. Sei que é uma fase maravilhosa, porém é engraçado ficar mais ansiosa por uma ligação de alguma empresa, do que a ligação do namorado. Checar os e-mails a cada dias útil, a cada turno, na esperança de uma resposta. 
Apesar de estar na hora de "voar", acredito que qualquer adolescente, que esteja na mesma fase, se sinta como eu: "chutado do ninho".  Ainda que o apoio esteja sempre ali, não há mais aquela segurança de ter todas as contas pagas e os luxos sendo cobridos. A partir de agora, sou eu que assumo. 
No primeiro momento, tudo parece espetacular, a tão esperada independência financeira, sem precisar de autorização, nem ter que implorar por uns trocados a mais. Até que vem a primeira insegurança e vira o bote salva vidas que enchi com tanto carinho. Agora estou em alto mar, aguardando um salva-vidas, helicóptero, ou qualquer outro tipo de resgate. E tudo que ouço: "Isto é só o começo" "Paciência" "Logo aparece outra oportunidade". Ouvir os conselhos de mãe é tão complicado...
E a aventura continua...

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