quarta-feira, 8 de abril de 2015

Paradoxo




Ultimamente, tenho andado sumida. Ocupada. Fiz diversas caminhadas, estou numa jornada tão complexa que as vezes nem mesmo eu, consigo entender. Sei como cheguei aqui, mas não compreendo o que me levou a isso e muito menos o porque de eu me submeter a esta nova rotina. 
Mais uma caminhada. E por mais que existam milhares de pessoas ao meu redor, estou sozinha! Não há ninguém que possa fazer ou passar isso por mim. Não posso clamar por ajuda e nem por a culpa em outra pessoa. Sou eu a responsável agora.
Sou muito honesta quando digo que, por vezes, tenho vontade de xingar, responder, jogar tudo pro alto, pegar um trem e ir passear na Capital. Mas a minha educação não e permite. Os bons e velhos ingênuos, sinto falta deles! Estes sim, são felizes. 
Quero fazer algo diferente, algo legal. Quero expressar e contar histórias. Quero gritar o que não foi dito. Quero sair. Mas sou impedida por ninguém mais além de mim. 
Aquela velha dúvida adolescente retorna das cinzas. Quem sou eu? Pois é. Não sei mais dizer o que gosto de fazer - além de dormir e comer é claro. Sou uma criança adulta. Estou bem no meio da transição. Tenho compromissos iguais aos de um adulto, porém quero sair e correr como uma criança e me divertir como um adolescente. Acho que nem Freud  consegue explicar. Desde pequena sempre comparei minha vida a de protagonistas de filmes e novelas. As músicas que escutava. Mas em ambos não encontro mais o antigo conforto. 
É um paradoxo sem fim, não me resta nada além de viver a realidade que me é apresentada e ver onde vai dar. E colidir com a felicidade que houver no meio.